​Medicamento potencialmente inapropriado para idosos (MPI) 

São medicamentos que apresentam um risco significativo de provocar reações adversas a medicamentos em pacientes idosos. A classificação de um medicamento como MPI não representa uma contraindicação absoluta de seu uso, porém sua prescrição deve ser consciente, levando em considerações os fatores individuais do paciente e a relação risco-benefício associada. 

​Medicamento
​Efeito indesejável
​Alerta
​Amiodarona
​Prolongamento de intervalo QT, risco de torsades de pointes
​Medicamento potencialmente inapropriado para idosos: monitorar risco de prolongamento de QT, função tireoideana e pneumopatia.
​Nifedipino
​Hipotensão; isquemia miocárdica
​Medicamento potencialmente inapropriado para idosos: monitorar risco de hipotensão e isquemia miocárdica.
​Amitriptilina, clomipramina,  doxepina, imipramina, nortriptilina
​Forte efeito anticolinérgico e sedativo; risco de hipotensão ortostática ou bradicardia. Causam ataxia, síncope, novas quedas e prejudicam e função psicomotora
​Medicamento potencialmente inapropriado para idosos: monitorar risco de sedação, hipotensão ortostática e queda
​Fenobarbital
​Maior risco de dependência física; tolerância aos benefícios do sono; maior risco de overdose em doses baixas
​Medicamento potencialmente inapropriado para idosos: monitorar tolerância.
​Glimepirida e glibenclamida
​Maior risco de dependência física; tolerância aos benefícios do sono; maior risco de overdose em doses baixas
​Medicamento potencialmente inapropriado para idosos: monitorar risco de hipoglicemia grave.
​Omeprazol, pantoprazol, esomeprazol, lansoprazol, dexlansoprazol
​Risco de infecção por Clostridium difficile; perda óssea e fratura
​Medicamento potencialmente inapropriado para idosos: podendo aumentar o risco de infecção por Clostridium difficile, perda de massa óssea e fraturas. 
​Pioglitazona
​Risco de retenção líquida e/ ou exacerbação de insuficiência cardíaca
​Medicamento potencialmente inapropriado para idosos portadores de IC: monitorar retenção de fluidos e exacerbação dos sintomas. 
​Donepezila, galantamina e rivastigmina
​Bradicardia
​Medicamento potencialmente inapropriado para idosos com bradicardia e síncope: monitorar frequência cardíaca e risco de queda.
​Alprazolam, bromazepam, cloxazolam, clonazepam, diazepam, flunitrazepam, flurazepam, lorazepam, midazolam e nitrazepam
​Causam ataxia, síncope, novas quedas e prejudicam e função psicomotora
​Medicamento potencialmente inapropriado para idosos com histórico de quedas ou fraturas: monitorar sonolência
​Haloperidol, droperidol, tioridazina, quetiapina, risperidona, ziprasidona, aripiprazol, clozapina, pimavanserina, periciazina
​Causam ataxia, síncope, novas quedas e prejudicam e função psicomotora
​Medicamento potencialmente inapropriado para idosos com histórico de quedas ou fraturas: monitorar sonolência.
​Clorpromazina, olanzapina, levomepromazina
​Forte efeito anticolinérgico e sedativo; risco de hipotensão ortostática ou bradicardia
​Medicamento potencialmente inapropriado para idosos com histórico de quedas ou fraturas: monitorar sonolência
​Carbamazepina, fenitoína, lamotrigina, oxcarbazepina, vigabatrina, valproato, topiramato, gabapentina, pregabalina e levetiracetam
​Causam ataxia, síncope, novas quedas e prejudicam e função psicomotora

​Medicamento potencialmente inapropriado para idosos com histórico de quedas ou fraturas: monitorar sonolência.
​Zolpidem, zopiclona e eszopiclona
​Causam ataxia, síncope, novas quedas e prejudicam e função psicomotora
​Medicamento potencialmente inapropriado para idosos com histórico de quedas ou fraturas: monitorar sonolência.
​Fluoxetina, sertralina, citalopram, escitalopram, paroxetina, fluvoxamina, duloxetina, venlafaxina e desvenlafaxina
​Causam ataxia, síncope, novas quedas e prejudicam e função psicomotora
​Medicamento potencialmente inapropriado para idosos com histórico de quedas ou fraturas: monitorar sonolência.


Fonte: American Geriatrics Society 2019 Updated AGS Beers Criteria for Potentially Inappropriate Medication Use in Older Adults. J Am Geritr Soc, 67:674-694. 2019.