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Você está em: Guia FarmacêuticoVIMBLASTINA, SULFATO (VLB)
    VIMBLASTINA, SULFATO (VLB)
    Nome Comercial / Apresentação

    Faulblastina 10mg/10mL solução injetável

    Classe Terapêutica
    Antineoplásico; Alcaloide da Vinca
    Indicação

    O sulfato de vimblastina é frequentemente associado a outros agentes antineoplásicos no tratamento das seguintes neoplasias: doença de Hodgkin generalizada (estágio III e IV); linfoma linfocítico (nodular e difuso, pouco ou muito diferenciado); linfoma histiocítico; micose fungoide (estágio avançado); carcinoma de testículo avançado; sarcoma de Kaposi; doença de Letter-Siwe (histiocitose X). Também pode ser utilizado no tratamento de coriocarcinoma resistente a outros agentes quimioterápicos e no carcinoma de mama que não responde a outros agentes terapêuticos.1,2

    Dose
    ​Adulto

    Varia de acordo com protocolo.

    A posologia inicial é de uma dose única de 3,7 mg/m2 de superfície corporal, seguida da contagem de leucócitos, para avaliação da sensibilidade individual do paciente ao sulfato de vimblastina. A dose nunca deve ser superior àquela que reduz a contagem de leucócitos para valores próximos de 3.000 células/mm3 .  A dose recomendada para intervalos semanais deve seguir a tabela abaixo1:

    ​Doses
    ​Adultos (mg/m2 superficie corporal)
    ​1ª dose
    ​3,7
    ​2º dose
    ​5,5
    ​3º dose
    ​7,4
    ​4º dose
    ​9,25
    ​5º dose
    ​11,1

    Pediatria

    Varia de acordo com protocolo.

    A posologia inicial é de uma dose única de 2,5 mg/m² em intervalos semanais. Aumentar dose conforme tabela abaixo1:

    ​Doses
    ​Pediatria (mg/m2 superficie corporal)
    ​1ª dose
    ​2,5
    ​2º dose
    ​3,75
    ​3º dose
    ​5
    ​4º dose
    ​6,25
    ​5º dose
    ​7,5


    Dose máxima
    Adulto: 18,5mg/m2 .1 
    Pediátrico: 12,5mg/m2.1
    Ajuste de dose
    Insuficiência Hepática: recomenda-se redução de 50% na dose de vimblastina quando a dosagem sérica de bilirrubina direta estiver acima de 3 mg/100 mL.1

    Insuficiência Renal: não é necessário ajuste de dose1.

    Via de Administração

    ​IV.

    Preparo / Diluição
    ​Concentração máxima: 1mg/mL.2

    Diluição: SF 0,9% ou SG 5% em volume menor que 100mL.1
    Acesso venoso periférico:SF 0,9% 50mL e deverá ser administrado 250mL SF 0,9% em paralelo, exclusivamente pelo enfermeiro capacitado. (HSL)

    Acesso venoso central: SF 0,9% 50mL (HSL).

    Administração
    ​Tempo de infusão: inferior a 30 minutos1. Padrão: 15 minutos.(HSL). Infusão direta: 1 minuto.1

    Dispositivo de infusão: equipo comum.

    Estabilidade / Conservação
    ​Após abertura: uso imediato.1

    Pós-diluição: uso imediato.1

    Cuidados Específicos e Monitoramento
    Checar hemograma, eletrólitos, função renal e ácido úrico anteriormente à administração.
    Característica do fármaco em caso de extravasamento: vesicante.1 Aplicar o medicamento observando a técnica e os cuidados para evitar o extravasamento (escolha do acesso) e não aplicar se não houver refluxo sanguíneo. 
    Reações Adversas12,21

    Reações adversas clinicamente importantes estão em negrito itálico.

    LOCALIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS​REAÇÕES ADVERSAS
    ​Audição​Deficiência auditiva relatada por dano no oitavo nervo craniano, pode ser parcial ou total, temporariamente ou permanentemente
    ​Hematológicos / medula óssea / neutropenia febril
    ​Mielossupressão (>10%)
    Anemia
    Tipicamente não significante
    Leucopenia
    Dose relacionada, nadir dia 4-10 com recuperação dentro de 7-14 dias, com terapias de alta dosagem recuperação se dá em ≥ 21 dias
    Trombocitopenia (1-5%)
    Tipicamente leve e transitória, mas significante depressão de contagem de plaquetas pode ocorrer em pacientes que tem infiltração na medula óssea com doença ou tem recebido terapia por radiação ou quimioterapia
    ​Cardiovascular​Angina pectoris
    Infarto do miocárdio
    Isquemia coronariana
    Hipertensão (1-10%)
    ​Sintomas constitucionais
    ​Fadiga (1-10%)
    Febre
    ​Dermatológico/pele
    ​Alopecia (>10%); incluindo perda de pelo corporal
    Tipicamente incompleta
    Crescimento pode ocorrer durante o tratamento
    Fotosensibilidade (1-10%)
    Rash/dermatite (1-10%).
    ​Endócrino​Síndrome de secreção inapropriada do hormônio antidiurético (<1%)
    Tipicamente com alta dosagem
    ​Gastrointestinal​Anorexia
    Constipação (1-10%)
    Relacionada à neuropatia autonômica
    Mucosite (1-10%)
    Náusea e vômitos (1-10%)
    Tipicamente leve, usualmente dura < 24 h
    ​Hemorragia​Sangramento de úlcera retal antiga
    Enterocolite hemorrágica (<1%)
    Sangramento retal (<1%)
    ​Metabólico/ laboratoriaHiperuricemia (1-10%)
    ​Musculoesquelético​Cólicas
    Fraqueza
    ​Neurológico​Depressão (1-10%)
    Parestesia (20%)
    Neurotoxicidade (<1%)
    ​Dor​Dor abdominal (1-10%)
    Relacionada à neuropatia autonômica
    Facial, mandíbular e ou dor em glândula parotídea
    Dor de cabeça (1-10%)
    Dor muscular
    Dor no local do tumor (1-5%)
    Imediatamente ou tardia, podendo ser severa 
    ​Pulmonar​Falha aguda da respiração ou broncoespasmo (1-10%)
    ​Renal/geniturinário
    ​Retenção urinária (1-10%), relacionada à neuropatia autonômica
    ​Sexual/função reprodutiva
    ​Aspermia, oligospermia
    Reversível, tipicamente com duração 6-24 meses 
    ​Síndromes​Síndrome de lise tumoral
    ​VascularFenômeno de Raynaud (1-10%)
    Reportado em pacientes recebendo vimblastina e bleomicina/cisplatina
    Medicamento Sintomático Recomendado
    Potencial Emetogênico

    ​Mínimo.2

    Contraindicação

    Hipersensibilidade conhecida ao sulfato de vimblastina ou a qualquer componente de sua formulação. Não deve ser administrada em pacientes com leucopenia ou pacientes com infecção bacteriana.

    Uso Durante a Gestação
    Uso Durante a Lactação
    Atualizado em:
    18/05/2020 05:15