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    PANITUMUMABE
    Nome Comercial / Apresentação

    Vectibix 100mg/5mL solução injetável

    Classe Terapêutica
    Anticorpo monoclonal; Antineoplásico
    Indicação
    Carcinoma colorretal metastático (CCRm), sem mutação de KRAS: 
    Em primeira linha em combinação com quimioterapia com FOLFOX;
    Em segunda linha em combinação com quimioterapia com FOLFIRI para doentes que receberam em primeira linha quimioterapia baseada em fluoropirimidina (excluindo irinotecano);

    Em monoterapia após insucesso terapêutico com regimes de quimioterapia contendo fluoropirimidina, oxaliplatina e irinotecano. 

    Dose
    ​Adulto
    6mg/kg a cada 14 dias.
    Pediatria
    Não há utilização relevante de VECTIBIX no tratamento de câncer colorretal na população pediátrica1,2.
    Ajuste de dose
    Insuficiência Hepática: não há estudos.

    Insuficiência Renal: não há estudos. 

    Reação infusional1,2:

    Se grau 1-2: Reduzir a dose em 50% na próxima infusão.
    Se grau 3-4: Descontinuar.

    Toxicidade Dermatológica1:

    ​Ocorrencia de sintoma(s) na pele:> grau 3
    ​Administração de VECTIBIX
    ​Resultado
    ​Ajuste de dose

    ​Ocorência inicial

    ​Parar 1 ou 2 doses
    ​Melhora (< grau3)
    ​Continuar infusão a 100% da dose original
    ​Não recuperado
    ​Descontinuar
    ​Segunda Ocorência

    ​Parar 1 ou 2 doses
    ​Melhora (< grau3)
    ​Continuar infusão a 80% da dose original
    ​Não recuperado
    ​Descontinuar
    ​Terceira ​Ocorência
    ​Parar 1 ou 2 doses
    ​Melhora (< grau3)
    ​Continuar infusão a 60% da dose original
    ​Não recuperado
    ​Descontinuar
    ​Quarta Ocorência
    ​Descontinuar
    ​-
    ​-

    Via de Administração

    ​IV.

    Preparo / Diluição
    ​Concentração: 20mg/mL.1
    Concentração máxima: 10 mg/mL1

    Diluição: SF 0,9% 100mL. Doses superiores a 1000mg devem ser diluídas em SF 0,9% 150mL. 

    Administração
    ​Tempo de infusão1,2
    Doses ≤ 1000mg infundir em 1 hora. Se bem tolerado, infusões subsequentes podem ser administradas em 30 a 60 minutos.
    Doses > 1000mg infundir em 90 minutos.

    Dispositivo de infusão: bomba de infusão. Utilizar filtro 0,22 mícron. Padrão: equipo de bomba de baixa absorção (filtro em linha de 0,2µm).

    Estabilidade / Conservação

    Pós-diluição: 6h TA ou 24h SR.2

    Cuidados Específicos e Monitoramento
    ​Administrar com filtro 0,22 mícron. Monitorar sinais vitais antes, durante e após a infusão da droga; na identificação de reações alérgicas, interromper a infusão da droga imediatamente e, seguir o protocolo institucional.1 
    Característica do fármaco em caso de extravasamento: não há.
    Reações adversas1

    Reações adversas clinicamente importantes estão em negrito itálico.

    LOCALIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS ​REAÇÕES ADVERSAS
    ​Alergia / imunologia
    ​Angioedema, às vezes fatal; possível início tardio (mais de 24h)
    Hipersensibilidade, dentro de 24 horas (1%)
    ​Células sanguíneas / medula óssea / neutropenia febril
    Anemia (7%, severa: 2%)
    ​Cardiovascular​Edema (6%, severa: 1%)
    Edema periférico (3-12%, severa: 1%)
    Hipertensão (5%)
    ​Pulmonar
    ​Tosse (2-20%)
    Disfonia (2%)
    Dispneia (2-19%, severa: 1-5%)
    Hemoptise (2%)
    Derrame pleural (2%)
    Tosse produtiva (2%)
    Embolia pulmonar (≤ 1%)
    Fibrose pulmonar (≤ 1%)
    ​Dermatológica​Acne (13-17%, severa: 1-2%)
    Dermatite Acneiforme (16-62%, severa: 7-9%)
    Erupção cutânea exfoliativa (25%, severa: 2-3%)
    Eritema (64-71%, severa: 5-8%)
    Fissuras na pele (20-24%)
    Prurido (34-69%, severa: 1-4%)
    Paroníquia (10-33%, severa: 1-3%)
    Eritrodisestesia palmar-plantar ou síndrome mão pé (2%)
    Úlcera da pele (7%, severa: 1%)
    Alopecia (2%)
    Ressecamento da pele (10-26%)
    Rash (20-78%)
    Hirsutismo – crescimento excessivo de pêlos terminais na mulher  (≤50%)
    ​GastrointestinalAnorexia (12-30%, severa: 3-6%)
    Perda de peso (6%)
    Mucosite (6-8%)
    Náusea (16-23%)
    Vômito (7-19%)
    Disgeusia (2%)
    Dispepsia (4%)
    Flatulência (3%)
    Gastrite (2%)
    Diarreia (13-24%)
    Constipação (3-24%)
    Obstrução intestinal (7%, severa: 3%)
    Dor abdominal (25%)
    ​Infecção
    ​Bronquite (2%)
    Celulite (≤ 1%)
    Infecção da pálpebra (5%)
    Foliculite (2%)
    Infecção fúngica (2%)
    Impetigo (2%)
    Rinofaringite, faringite (7%)
    Infecções do trato respiratório (4%)
    Sepse (≤ 1%) com alta dose
    Infecção do trato urinário (2%, severa: 1%)
    Infecção intestinal
    ​Metabólico / laboratorial
    ​Hiperbilirrubinemia (1-2%, severa: 1-2%)
    Hipomagnesemia (1-39%, severa: 1-5%)
    Hipocalemia (4-13%, severa: 1%)
    Hipocalcemia (2%)
    Acite (5%, severa: 2%)
    Hepatomegalia (6%, severa: 2%)
    Icterícia (7%, severa: 3%)
    Insuficiência renal (2%)
    Insuficiência hepática (2%)
    ​Neurológico​Agitação (1%, severa: 1%)
    Ansiedade (3%)
    Confusão (2%, severa: 1%)
    Depressão (5%, severa: 1%)
    Tonturas (2%)
    Dor de cabeça (4%, severa: 1%)
    Insônia (5%, severa: 1%)
    Neuropatia (2%, severa: 1%)
    ​Outros​Febre (4-18%, severa: 1%)
    Letargia (2%, severa: 1%)
    Astenia (14-15%, severa: 3-7%)
    Desidratação (1-4%, severa: 2%)
    Fadiga (24-50%, severa: 3-9%)
    Deterioração da saúde física geral, não especificada (9%; severa: 6%)

    Toxicidades dermatológicas, incluindo dermatite acneiforme, prurido, eritema, erupção cutânea esfoliativa e paroníquia, são relatadas em 91-95% dos pacientes. As reações são geralmente leves a moderadas, 5-16% são relatados como grau 3 ou 4. Erupção cutânea geralmente ocorre na face, costas e peito.
    Retinoides e peróxido de benzoíla podem piorar a condição e não são  recomendados. Anti-histamínicos orais podem ser úteis para prevenção da toxicidade dermatológica.
    Mudanças nas características dos cabelos podem ocorrer. Alopecia é raramente relatada. Estudos relataram que até 50% das mulheres que receberam panitumumabe por mais de seis semanas apresentaram hirsutismo. Tricomegalia, e espessamento dos pêlos da sobrancelha. 
    Alterações nas unhas são manifestações tardias com inibidores do EGFR, geralmente a partir de 4-8 semanas após o início da terapia. As unhas são supostamente mais frágeis e podem quebrar, e tendem a crescer mais lentamente. 
    A paroníquia pode ser observada com progressão gradual para alterações do tipo granulação periungueal, associada a eritema, edema e fissuração das dobras laterais podem levar a infecções secundárias com bactérias ou fungos. 
    Hipomagnesemia (qualquer grau) é observada em até 39% dos pacientes, os sintomas incluem fraqueza severa, cólicas e fadiga. Casos graves de hipomagnesemia, no entanto, subclínica, foram relatadas mais de 6 semanas após o início da tratamento. Pacientes idosos podem ser mais susceptíveis e nestes casos deve ser instituída a reposição de magnésio via oral e reposição eletrolítica por via intravenosa.
    Os eletrólitos devem ser monitorados, antes, durante e 8 semanas após a interrupção do tratamento.
    As reações infusionais incluem calafrios, febre ou dispneia, e são geralmente de intensidade ligeira. A maioria das reações leves não necessita de tratamento, e não requerem a interrupção da administração da droga. Reações moderadas podem ser gerenciadas através da redução da infusão. Reações graves ocorrem em aproximadamente 1%, e exigem a descontinuação definitiva do tratamento.

    A insuficiência renal aguda foi avaliada em doentes que desenvolveram diarreia grave e desidratação, principalmente com quimioterapia de combinação.

    Medicamento Sintomático Recomendado
    Potencial Emetogênico

    ​Baixo.

    Contraindicação

    ​Hipersensibilidade à droga ou a qualquer um dos excipientes, doentes com pneumonite intersticial ou fibrose pulmonar. A combinação de Vectibix com quimioterapia contendo oxaliplatina em doentes com CCRm com KRAS mutado ou para os quais a tipificação KRAS no CCRm é desconhecida. 

    Uso Durante a Gestação
    Uso Durante a Lactação
    Atualizado em:
    09/06/2020 10:40