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    IDARRUBICINA, CLORIDRATO (IDR)
    Nome Comercial / Apresentação
    Zavedos 5mg pó liófilo injetável
    Zavedos 10mg pó liófilo injetável
    Classe Terapêutica
    Antracíclico; Antibiótico citotóxico; Antineoplásico
    Indicação
    Leucemia não-linfocítica aguda (LNLA) - também denominada muitas vezes por leucemia mieloide aguda (LMA): em adultos para induzir remissão na terapia de primeira linha ou para induzir remissão em pacientes recidivantes ou resistentes. Leucemia linfocítica aguda (LLA): como tratamento de segunda linha em adultos e crianças.1 
    Dose
    ​Adulto
    LMA 
    Monoterapia: 8mg/m2/dia durante 5 dias. 
    Terapia combinada: 12mg/m2/dia durante 3 dias. 
    LLA 
    Monoterapia: 12mg/m2/dia durante 3 dias.
    Terapia combinada: 10mg/m2/dia durante 5 dias. 
    Ajuste de dose
    Insuficiência Hepática2 
    bilirrubina 2,6-5mg/dL: administrar 50% da dose; 
    bilirrubina > 5mg/dL: uso contraindicado.
    Insuficiência Renal 
    Crianças 
    ClCr < 50mg/mL: administrar 75% da dose; 
    hemodiálise: administrar 75% da dose. 
    Adultos 
    ClCr: 10-50mL/minuto: administrar 75% da dose; 

    ClCr < 10mL/minuto: administrar 50% da dose. 

    Via de Administração
    Preparo / Diluição
    ​Reconstituição 
    5mg: com 5mL de água para injeção. 
    10mg: com 10mL de água para injeção.
    Concentração: 1mg/mL. 
    Diluição 
    Acesso venoso periférico: qsp SF 0,9% 20mL; máximo de 15mg de idarrubicina (HSL).

    Acesso venoso central: SF 0,9% ou SG 5% 100mL. (HSL). 

    Administração

    IV.

    Tempo de infusão: 5 a 15 min. Padrão: 15 minutos.

    Dispositivo de infusão: equipo comum. 

    Estabilidade / Conservação
    ​Pós-reconstituição: 24h TA ou 48h SR.1

    Pós-diluição: uso imediato.1

    Cuidados Específicos e Monitoramento
    ​Checar resultados de hemograma e função renal antes da administração. Certificar-se da normalidade cardiocirculatória. Por acesso periférico, administração em push. Administrar com SF 0,9% em paralelo para lavagem a cada administração de 2 a 3 ml da solução, após a certificação de franco refluxo venoso. Quando por acesso central certificar-se de franco retorno venoso antes da aplicação. A velocidade de infusão depende do calibre do vaso, não devendo ser administrado em menos de 3 a 5 minutos (recomendado 10 mg/min). Se ocorrerem sinais ou sintomas de extravasamento, a injeção ou infusão, deve ser imediatamente interrompida e seguido protocolo da instituição. Estar alerta a sinais de cardiotoxicidade aguda e crônica. Orientar o paciente sobre a possibilidade de a urina ficar avermelhada 1 a 2 dias.21
    Característica do fármaco em caso de extravasamento: vesicante2. O extravasamento provoca grave ulceração e necrose tecidual. 
    Reações adversas12,21

    Reações adversas clinicamente importantes estão em negrito itálico.

    ​LOCALIZAÇÃO DOS ÓRGÃOSREAÇÕES ADVERSAS
    ​Alergia / imunologia ​Anafilaxia
    ​Células sanguíneas / medula óssea / neutropenia febril
    Anemia (10%)
    Hemorragia (63% não costuma ocorrer, a menos que trombocitopenia)
    Leucopenia (> 10% Nadir 8-29 dias)
    Neutropenia (100% Nadir 14-16 dias)
    Trombocitopenia (> 10% Nadir 10-15 dias)
    ​Cardiovascular ​Arritmias atrioventricular, bloqueio de ramo e bradicardia, insuficiência cardíaca congestiva (> 10%)
    Alterações eletrocardiográficas (> 10%)
    Miocardite / pericardite
    Taquicardia (> 10%)
    Redução da fração de ejeção ventricular esquerda (18%), miocardite / pericardite, taquicardia (> 10%);
    ​Dermatológica ​Alopecia (25-77%)
    Eritema bolhoso (25%)
    Afeta as palmas das mãos e plantas dos pés
    Pele / unha hiperpigmentação
    Erupção cutânea (11%)
    Urticária (> 10%)
    Necrose do tecido após o extravasamento (> 10%)
    ​GastrointestinalDor abdominal (51-64%, severa: <5%)
    Anorexia
    Diarreia (9-22%)
    Enterocolite com perfuração (<1%)
    Erosões / ulcerações
    Esofagite
    Hemorragia do trato gastrointestinal (30%)
    Mucosite (50%, severa: <5%)
    Náusea (22-52%, severa: <5%)
    Vômito (30-60%, severa: <5%)
    Sangramento do trato gastrointestinal (30%)
    ​Renais e Urinários
    ​Coloração vermelha da urina por 1-2 dias após administração
    ​InfecçãoInfecção (95%)
    Febre (26%)
    Sepse
    ​Metabólico / laboratorial
    ​Fosfatase alcalina, um aumento (<5%)
    Aspartato aminotransferase aumentada (<5%)
    Creatinina aumentada (severa: <1%)
    Gama-glutamil transferase, o aumento da (<5%)
    Hiperbilirubinemia (<5%)
    Hiperuricema (<1%)
    Elevação dos níveis lactato desidrogenase
    ​Pele​Alopecia (25-77%)
    Eritema bolhoso (25%) que afeta as palmas das mãos e plantas dos pés
    Hiperpigmentação de pele / unha
    Erupção cutânea (11%)
    Urticária (> 10%)
    ​Sintomas gerais
    ​Fadiga
    Febre (26%)
    ​Neoplasmas​Leucemia secundária (LMA ou LLA) pode ocorrer 1-3 anos após o início do tratamento 
    ​Sistema pulmonar
    ​Efeitos pulmonares, relacionadas aos sintomas alérgicos pulmonares (2%), efeitos pulmonares não especificados (39%)
    ​Vascular​Síndrome de lise tumoral (<1%)
    Flebite / tromboflebite tromboembolismo

     

    A idarrubicina é um potente supressor da medula óssea. Mielossupressão grave ocorrerá em todos os pacientes que recebam doses terapêuticas desse agente. O perfil hematológico deve ser avaliado antes e durante cada ciclo da terapia com Zavedos®, incluindo contagem diferencial dos glóbulos brancos.
    As consequências clínicas da mielossupressão grave incluem febre, infecções, sepse/septicemia, choque séptico, hemorragia, hipóxia tecidual ou morte. A mucosite (principalmente estomatite, menos frequentemente esofagite) geralmente aparece no início do tratamento com o fármaco e, se grave, pode progredir em poucos dias para úlceras de mucosa. A maioria dos pacientes se recupera desse evento adverso até a terceira semana de terapia. 
    A cardiotoxicidade é um risco do tratamento com antraciclinas que pode se manifestar por eventos iniciais (isto é, agudos) ou tardios (isto é, retardados). 

    A idarrubicina pode induzir à hiperuricemia devido ao extenso catabolismo das purinas que acompanha a rápida lise de células neoplásicas induzida pelo fármaco (síndrome de lise tumoral). Níveis séricos de ácido úrico, potássio, cálcio, fosfato e creatinina devem ser avaliados após o tratamento inicial. Hidratação, alcalinização urinária e profilaxia com alopurinol (quando prescritas pelo médico) para prevenir a hiperuricemia podem minimizar as complicações potenciais da síndrome de lise tumoral.

    Medicamento Sintomático Recomendado
    Potencial Emetogênico

    ​Moderado.2

    Contraindicação

    ​Hipersensibilidade à idarrubicina ou a qualquer componente da fórmula, ou outras antraciclinas ou antracenedionas e àqueles pacientes com insuficiência renal/hepática grave, a pacientes com insuficiência cardíaca grave ou que tenham tido infarto recentemente, à pacientes com arritmias graves, com mielossupressão persistente ou que já tenham feito tratamento anteriormente com dose cumulativa máxima com idarrubicina e/ou outras antraciclinas e antracenedionas, e a pacientes com infecções incontroláveis. 

    Uso Durante a Gestação
    Uso Durante a Lactação
    Atualizado em:
    01/12/2020 09:38