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Você está em: Guia FarmacêuticoNÃO PADRÃO IMPORTADO: CLOFARABINA (Clofarex, CAFdA)
    NÃO PADRÃO IMPORTADO: CLOFARABINA (Clofarex, CAFdA)
    Nome Comercial / Apresentação
    Evoltra 20mg/20mL solução injetável
    Classe Terapêutica
    Análogo da purina; Antimetabólito; Antineoplásico
    Indicação

    ​Tratamento de leucemia linfoblástica aguda em doentes pediátricos (≤21 anos), com uma patologia reincidente ou refratária após receberem, pelo menos, dois regimes anteriores e em casos onde não é esperado que outra opção de tratamento obtenha uma resposta duradoura. 

    Dose
    ​Pediatria
    52mg/m2, por 5 dias consecutivos, a cada 2 a 6 semanas. Ciclos subsequentes devem começar após 14 dias a partir do dia 1 do ciclo anterior.2,10
    Ajuste de dose
    Insuficiência Hepática: contraindicada na insuficiência hepática grave.

    Insuficiência Renal: insuficiência renal moderada (ClCr 30 a <60mL/min) reduzir a dose em 50%, contraindicada na insuficiência renal grave. 

    Via de Administração

    ​IV.

    Preparo / Diluição
    ​Concentração: 1mg/mL. 
    Diluição: SF 0,9% ou SG 5% 100mL a 200mL. Manter uma concentração final de 0,15 a 0,4mg/mL2,10

    Informações adicionais: antes da diluição, deverá ser filtrado utilizando um filtro de 0,2µm. 

    Administração
    Tempo de infusão: 2 horas; crianças que pesem <20kg deve ser considerado um tempo de infusão >2 horas para ajudar a reduzir os sintomas de ansiedade e irritabilidade, e para evitar concentrações máximas extremamente elevadas de clofarabina.

    Dispositivo de infusão: equipo de bomba.  

    Estabilidade / Conservação
    ​Após abertura: uso imediato. 

    Pós-diluição: 24h SR. 

    Cuidados Específicos e Monitoramento
    ​Avaliar exames laboratoriais em intervalos regulares, função renal e hepática antes e durante o tratamento. A clofarabina deve ser descontinuada imediatamente, se forem observadas elevações substanciais na creatinina ou na bilirrubina. Avaliar padrão respiratório, pressão arterial, equilíbrio hídrico e peso durante e imediatamente após o 5º dia do período de administração da clofarabina. Avaliar e monitorizar sinais e sintomas da síndrome da lise tumoral e de libertação de citocinas (por exemplo, taquipneia, taquicardia, hipotensão, edema pulmonar) que podem evoluir para Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica (SRIS), síndrome de vazamento capilar e/ ou disfunção dos órgãos. 
    Característica do fármaco em caso de extravasamento: não há 
    Reações adversas

    Reações adversas clinicamente importantes estão em negrito itálico.

    Reações adversas, consideradas como estando relacionadas com a clofarabina, notificadas com frequências de ≥ 1/100 (isto é, em > 1/115 doentes), nos ensaios clínicos e pós-comercialização
    ​Infecções e infestações
    Frequentes: Choque séptico, sepse, bacteremia, pneumonia, herpes zoster, herpes simplex, candidíase oral
    Frequência desconhecida: Colite C. difficile

    ​Alterações sanguíneas e do sistema linfáticoMuito frequentes: Neutropenia febril
    Frequentes: Neutropenia
    ​Alterações metabólicas e nutricionaisFrequentes: Anorexia, falta de apetite, desidratação
    Perturbações do foro psiquiátrico

    Muito frequentes: Ansiedade
    Frequentes: Agitação, inquietação, alteração do estado mental
    Alterações do sistema nervoso
    ​Muito frequentes: Cefaleia
    Frequentes: Sonolência, neuropatia periférica, parestesia, tonturas, tremor
    ​Distúrbios gerais e alterações no local de administração
    Muito frequentes: Fadiga, pirexia, inflamação da mucosa.
    Frequentes: Falência de vários órgãos, síndrome de resposta inflamatória sistêmica, dor, calafrios, irritabilidade, edema, edema periférico, fogachos, mal-estar.​
    Afecções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos
    ​Frequentes: Dor nas extremidades, mialgia, dor óssea, dor precordial, artralgia, dor na região cervical e dorsal. 
    Alterações renais e urinárias 
    Frequentes: Hematúria
    ​Alteração tecidual
    ​​Muito frequentes: Síndrome da eritrodisestesia palmarplantar, prurido 
    Frequentes: Erupção cutânea máculo-papular, petéquias, eritema, erupção cutânea com prurido, esfoliação cutânea, erupção cutânea generalizada, alopecia, hiperpigmentação da pele, eritema generalizado, erupção cutânea eritematosa, pele seca, sudorese excessiva. 
    Frequência desconhecida: Síndrome de Stevens Johnson (SSI), necrólise epidérmica tóxica (NET)
    Medicamento Sintomático Recomendado

    ​Deve considerar-se a administração profilática de alopurinol, caso se espere hiperuricemia (lise tumoral) e terapêutica profilática com medicamentos antieméticos. Os doentes devem receber fluidos intravenosos ao longo do período de 5 dias de administração para reduzir os efeitos da lise tumoral e outros eventos. A utilização profilática de esteroides (por exemplo, 100mg/m2 de hidrocortisona do dia 1 ao 3) pode ser benéfica na prevenção de sinais ou sintomas de síndrome de resposta inflamatória sistêmica ou vazamento capilar. 

    Potencial Emetogênico

    ​Moderado.2

    Contraindicação

    ​Hipersensibilidade à clofarabina ou a qualquer um dos excipientes; utilização em doentes que apresentem insuficiência renal grave ou insuficiência hepática grave; o aleitamento deve ser descontinuado antes, durante e após o tratamento com clofarabina. Não deve ser misturado com outros medicamentos ou administrado concomitantemente, usando a mesma via intravenosa. 

    Uso Durante a Gestação
    Uso Durante a Lactação
    Atualizado em:
    10/03/2017 14:33