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    VACINA BCG
    Nome Comercial / Apresentação

    ​Imuno BCG 40mg pó liófilo

    Classe Terapêutica
    Outro imunoestimulante; Antineoplásico
    Indicação

    Tratamento de carcinoma urotelial plano primário/recorrente “in situ” da bexiga1; adjuvante de tratamento após ressecção de carcinoma urotelial superficial da bexiga primário ou recorrente.

    Dose
    ​Adulto e Pediatria
    80mg/semana, 8-12 semanas.
    Ajuste de dose
    Insuficiência Hepática: não se aplica.

    Insuficiência Renal: não se aplica.

    Via de Administração
    Preparo / Diluição
    ​Reconstituição: SF 0,9% 2-3mL (Padrão: 3mL). Bater levemente a ampola para que o pó se deposite no fundo da ampola; envolver a ampola com o saco plástico que a acompanha, quebrando-a no ponto de ruptura; retirar o plástico lentamente, a fim de permitir que o ar penetre na ampola gradualmente. Injetar lentamente pela parede da ampola 2 gotas do diluente, com uma seringa, a fim de umedecer o pó. Em seguida, adicionar um pouco mais do diluente, agitando lentamente até obter uma suspensão homogênea. Por fim, injetar lentamente o restante do diluente. Evitar agitação vigorosa.
    Concentração: não se aplica.
    Diluição: qsp SF 0,9% 50mL.

    Informações adicionais: Não filtrar. Não preparar medicamentos para uso parenteral onde o BCG foi preparado2. Realizar a limpeza da cabine de segurança biológica após a manipulação do BCG.

    Administração

    Intravesical.

    ​Tempo de infusão: não se aplica.

    Dispositivo de infusão: não se aplica, administrado em seringa.

    Estabilidade / Conservação
    ​Pós-reconstituição: 4h SR protegido da luz1.

    Pós-diluição: 4h SR a partir da reconstituição1.

    Cuidados Específicos e Monitoramento
     
    Não administrar a droga na presença de imunossupressão, lesões intravesicais conhecidas, hematúria ou infecção urinária, estas podem potencializar os riscos de infecção sistêmica grave por BCG; proceder à separação e organização do material para sondagem vesical (adequar o tamanho da sonda uretral de acordo com o tipo físico do paciente); solicitar que o paciente execute uma micção antes de iniciar efetivamente o procedimento, a fim de esvaziar a bexiga; orientar à realização de uma higiene íntima pré procedimento; proceder à sondagem vesical com técnica asséptica (ver Quali.doc); instilar o medicamento pela sonda uretral de forma lenta e sem forçar o fluxo; ao término retirar a sonda, organizar o material e o ambiente; orientar ao paciente que retenha o medicamento na bexiga pelo maior tempo possível (2h recomendadas) e que alterne de decúbito a cada 15 minutos, a fim de maximizar a exposição de toda a superfície da bexiga (decúbitos: ventral, dorsal, lateral direito e lateral esquerdo).3,21 
    Orientar o paciente quanto aos cuidados no domicílio, principalmente, nas primeiras horas após aplicação, tais como: proceder à higiene (após o uso) do vaso sanitário e dos demais objetos/utensílios que entrarem em contato com a urina; abster-se de relação sexual com seu parceiro(a) ou utilizar preservativos nas semanas subsequentes.3,21
    Reações Adversas3,21

    Reações adversas clinicamente importantes estão em negrito itálico.

    LOCALIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS ​REAÇÕES ADVERSAS
    ​Alergia / imunologia​Alergia (2%, severa: 0,4%) 
    ​Células sanguíneas / medula óssea / neutropenia febril
    ​Anemia (1-21%, severa: 0,4%)
    Leucopenia (<5%)
    ​Cardiovascular​Problema cardíaco (2%, severa: 1%)
    Coagulopatia (<3%) 
    ​Respiratório​Pneumonite (1%, severa: 0,6%)
    ​Dermatológica​Exantema (<2%)
    ​Gastrointestinal​Anorexia / perda de peso (2-11%, severa: 0,1%)
    Náuseas / vômitos (3-16%, severa: 0,3%)
    Diarreia (1-6%, severa: 0,1%)
    ​Infecção​BCG sepse (0,4%, severa: 0,4%)
    Infecção pulmonar (3%)
    Infecção do trato urinário (2-18%, severa: 0,9%)
    ​Renal / Geniturinário
    ​Espasmo da bexiga (5%)
    Cistite (6-90%, severa: 2%)
    Disúria (52-60%, severa: 11%)
    Inflamação / abscesso genital (2%, severa: 0,4%)
    Hematúria (26-39%, severa: 7%)
    Noctúria (5%, severa: 0,6%)
    Poliúria (40-42%)
    Uretrite (1%, severa: 0%)
    Urgência (6-18%, severa: 1%)
    Dor genital (10%)
    Frequência urinária (40%, severa: 7%)
    Incontinência urinária (2-6%; severa: 0%)
    Toxicidade renal (10%) 
    ​Neurológico​Dor de cabeça / tonturas (2%, severa: 0%)
    ​SíndromesSíndrome gripal (33%, severa: 9%), normalmente tem a duração de 24-48 horas
    ​Outros​Artrite / mialgia (3-7%, severa: 0,4%)
    Dor abdominal (2-3%, severa: 0,6%)
    Bexiga cãibras / dor (4-6%, severa: 0,9%)
    Respiratório, não especificadas (1,6%, severa: 0,2%)
    Fadiga / mal-estar (7-40%, severa: 0%)
    Febre (20-38%, severa: <8%)

     

    Cistite com ou sem hematúria ocorre em até 90% dos casos, a partir de 3-4 horas após a administração da BCG e pode durar 24-72 horas.
    Estes efeitos são geralmente vistos após o terceiro tratamento e tendem a aumentar em termos de gravidade depois de cada administração. O tratamento sintomático é através do uso de  fenazopiridina, propantelina ou oxibutinina e paracetamol ou AINEs (por exemplo, ibuprofeno). 
    Se hematúria persister por mais de 48 horas, iniciar o tratamento com isoniazida 300mg uma vez ao dia até reversão dos sintomas. 

    A administração isoniazida deve ser reiniciada um dia antes dos tratamentos posteriores e mantida até o D3.

    Medicamento Sintomático Recomendado
    Potencial Emetogênico
    Contraindicação

    ​Pacientes com imunodeficiências congênita ou adquirida, ou pessoas em tratamento com drogas imunossupressoras. Tuberculose ativa clinicamente verificada ou suspeita é também uma contraindicação absoluta para o tratamento. A imunoterapia deve ser suspensa em pacientes com uma infecção no trato urinário, ou febre inexplicada, até uma cultura de urina negativa ser obtida, e o tratamento com antibióticos e/ou antissépticos ter cessado. O tratamento deverá ser interrompido no mínimo em 7-14 dias após a ocorrência de trauma do urotélio, devido a biópsia de bexiga, ressecção transuretral, cateterização traumática, ou lesão de bexiga, pois o tratamento pode resultar em infecção sistêmica por BCG. O uso deverá ser evitado na gravidez e lactação. 

    Uso Durante a Gestação
    Uso Durante a Lactação
    Atualizado em:
    24/09/2020 09:25