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Você está em: Guia FarmacêuticoMORFINA INJETAVEL
    MORFINA INJETAVEL
    Nome Comercial / Apresentação
    ​Dimorf 10mg/mL injetável - ampola 1mL 
    Dimorf 0,2mg/mL injetável - ampola 1mL

    Dimorf 1mg/mL injetável - ampola 2mL

    Dimorf Bolsa 1mg/ml injetável - bolsa 100ml

    Classe Terapêutica
    Analgésico Opioide
    Indicação

    ​Alívio de dor aguda que não responde a outros analgésicos, suplementação da anestesia regional ou local.1

    Dose

    ​Adultos

    Dor aguda (moderada a grave)1,3,6  

    IM: A administração repetida causa irritação tecidual, dor e endurecimento locais. Inicial: 5-10mg a cada 4 horas se necessário. Pacientes com exposição prévia a opiáceos podem exigir doses maiores, a faixa de dose usual é de 5-20mg a cada 4 horas se necessário.1,3,6 

    IV: Inicial: 2,5-5mg a cada 3-4 horas. Pacientes com exposição prévia a opiáceos podem exigir doses maiores (Obs: Repetir as doses a cada 5 minutos, se necessário, com pequenos aumentos [1-4mg] é preferível a doses maiores e com frequência menor).1,3,6 

    Infarto agudo do miocárdio (ACC/AHA 2004 Guidelines): Inicial: 2-4mg, administrar 2-8mg a cada 5-15min se necessário.1,3,6  

    Pacientes críticos: 0,7-10mg (baseado em paciente de 70kg) ou 0,01-0,15mg/kg a cada 1-2 horas se necessário. Doses mais frequentes podem ser necessárias (ex: pacientes com ventilação mecânica).1,3,6  

    Infusão Contínua: 5-35mg/hora (baseado em paciente de 70kg) ou 0,07-0,5mg/kg/hora.1,3,6  

    Infusão Contínua IV, SC: 0,8-10mg/hora, variação usual: Até 80mg/hora. Infusão (analgesia controlada pelo paciente): Concentração usual: 1mg/mL.1,3,6  

    Peridural: Inicial: 5mg na região lombar pode proporcionar alívio da dor por até 24 horas e, se o adequado alívio da dor não for alcançado dentro de 1 hora, administrar cuidadosamente doses incrementais de 1-2mg em intervalos suficientes para assegurar a eficácia necessária. Não mais que 10mg/24 horas devem ser administrados. Para infusão contínua, uma dose inicial de 2-4mg/24 horas é recomendada. Doses complementares de 1-2mg podem ser administradas se o alívio da dor não foi alcançado inicialmente.1,3,6  

    Intratecal: A dosagem intratecal é normalmente 1/10 da dosagem peridural. Uma injeção de 0,2-1mg pode proporcionar alívio satisfatório da dor por até 24 horas. Não injetar mais que 1mL da ampola de morfina e usar sempre a área lombar.1,3,6

    Procedimentos Obstétricos e Ginecológicos: Considerando a analgesia multimodal, injeção de 0,03-0,1mg da dose pode proporcionar analgesia pós-operatória. Injeções intratecais repetidas de morfina não são recomendadas. Uma infusão constante de naloxona (0,4mg/h) por 24 horas após a injeção intratecal pode ser usada para reduzir a incidência de efeitos colaterais potenciais. Se a dor persistir, vias alternativas de administração deverão ser consideradas, visto que a experiência com doses repetidas de morfina pela via intratecal é reduzida.1,3,6  

    Dor crônica: Pacientes que fazem uso de opioides podem se tornar cronicamente tolerantes e necessitar de doses maiores do que a faixa de dosagem usual para manter o efeito desejado. A tolerância pode ser administrada pela titulação adequada da dose.Não há uma dose ideal ou máxima para a morfina na dor crônica. A dose apropriada é aquela que alivia a dor em todo o seu intervalo de administração, sem causar efeitos colaterais incontroláveis.1,3,6 
    Pediatria
    A segurança e eficácia da morfina em pacientes pediátricos ainda não foram definitivamente estabelecidas. Os benefícios devem ser considerados em relação aos riscos. IM, IV: 0,1-0,2mg/kg a cada 3-4 horas se necessário. Infusão IV: 10-60mcg/kg/hora.1,3,6
    Ajuste de dose
    Insuficiência renal: Clcr 10-50mL/min: Crianças e adultos - administrar 75% da dose normal. Clcr < 10mL/min: Crianças e adultos - administrar 50% da dose normal.3,6 
    Hemodiálise Intermitente: Crianças - administrar 50% da dose normal; adultos: Não é necessário ajuste.3,6 
    Diálise peritoneal: Crianças: Administrar 50% da dose normal. Terapia de substituição renal contínua: Crianças e adultos - administrar 75% da dose normal, titular.3,6

    Insuficiência hepática: Sem alterações na insuficiência hepática leve; Pode ocorrer sedação excessiva em pacientes com cirrose.3,6

    Via de Administração
    Preparo / Diluição

    Diluir em SF 0,9%, SG5% e SG10% para concentrações de 0,1 a 1mg/mL.²​

    Infusão (analgesia controlada pelo paciente)2: Solução analgésica venosa padronizada: morfina 10 mg/mL (1ampola) diluída para qsp 100mL de soro fisiológico 0,9% (concentração final de 0,1 mg/mL). Injeção Intravenosa3: Para administração por injeção intravenosa lenta, diluir com água destilada ou SF 0,9% a uma concentração final de 1-2mg/mL.6

    Administração

    ​EV: A morfina deve ser administrada de forma lenta (ex: 15mg em 3 minutos). Pode ser administrado também por via IM, IT, e PERID. SC (Off label).6

    Estabilidade / Conservação

    ​A estabilidade físico-química é de 7 dias sob refrigeração. Porém o medicamento deve ser utilizado em até 48h, devido à estabilidade microbiológica (RDC 67/2007).10

    Dimorf Bolsa 
    Armazenar em temperatura ambiente (de 15 °C a 30 °C). Proteger da luz. 1
    Remover o envoltório (envelope protetor) apenas no momento do uso. Após a retirada do envoltório, a bolsa pode ficar exposta a luz por até 48 horas. 1


    Cuidados Específicos e Monitoramento

    ​A morfina deve ser administrada com extremo cuidado em pacientes idosos ou debilitados, na presença de aumento da pressão intraocular/intracraniana e em pacientes com lesões cerebrais. Deve ser administrado em doses reduzidas a pacientes que estejam tomando conjuntamente outros analgésicos gerais, fenotiazidas, outros tranquilizantes, antidepressivos tricíclicos e outros depressores do SNC, inclusive álcool. Deve ser utilizada com cuidado durante crises de asma. Levando-se em conta o fato de que pode causar hipotensão e mascarar o diagnóstico de doenças abdominais agudas, deve-se reduzir a dose para pacientes idosos, debilitados, com problemas renais ou do fígado, Doença de Addison, hipotiroidismo, estreitamento da uretra e aumento da próstata.1


    Medicamento Sintomático Recomendado
    Potencial Emetogênico
    Contraindicação
    Uso Durante a Gestação
    Uso Durante a Lactação
    Atualizado em:
    27/01/2026 15:28