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    FOSFATO DE POTÁSSIO - KH2PO4 (INJETÁVEL)
    Nome Comercial / Apresentação
    ​Fosfato de Potássio Injetável – 156,7mg/mL de fosfato de potássio dibásico + 30mg/mL de fosfato de potássio monobásico (ampola 10mL) 

    1mL da solução = 2mEq de K+ + 2mEq (2mmol)  de fosfato (1,1mmol de fósforo) 1ampola = 20mEq de K+ + 20mEq (20mmol)  de fosfato (11mmol de fósforo)

    Classe Terapêutica
    Eletrólito
    Indicação

    ​Tratamento e prevenção de hipofosfatemia.1,2,3

    Protocolo de reposição de potássio, sódio e fósforo.

    Dose
    ​Faixa Etária ​Fósforo Sérico ​Dose Recomendada ​Tempo de Infusão

    Indicação Geral

    ​Adulto / Pediátrica
    ​hipofosfatemia recente e não complicada​0,08mmol/kg​6 horas
    ​< 1mg/dL​0,16mmol/kg
    ​6 horas


    Pacientes Críticos Recebendo NPT
    ​ ​

    Adulto / Pediátrica

    ​ ​
    ​2,3 a 3mg/dL​0,16-0,32mmol/kg​4-6 horas 
    ​1,6 a 2,2mg/dL​0,32-0,64mmol/kg​4-6 horas 
    ​< 1,5mg/dL​0,64-1,0mmol/kg8-12 horas 

    Não há estudo prospectivo sobre reposição de fosfato em crianças. As recomendações posológicas baseadas no peso para adultos devem ser utilizadas com cautela em pacientes pediátricos.2
    Em nutrição parenteral
    Adulto: 20-40mmol (2 ampolas/ 24 horas).
    Pediatria: > 50kg, considerar dose de adulto; < 50kg: 0,5-2,0mmol de fosfato/kg/ 24horas.
    Atentar-se ao potássio sérico do paciente, se > 4,0mEq/L considerar reposição de fosfato por outros sais (glicerofosfato de sódio).
    Via de Administração

    ​Endovenosa (somente administrar o medicamento após diluição).1,2,3

    Preparo / Diluição

    ​Diluição em SF 0,9%, SG 5% e SGF. Volume sugerido: 250mL.3

    Administração
    ​Velocidade de Infusão
    Adulto: O tempo de infusão depende da dose a ser administrada, cada ampola deve ser infundida em 2 ou mais horas. Se administrar por acesso venoso central, taxa de infusão máxima é de 1 ampola (10mL) em 1h20min.3
    Pediatria: A taxa de perfusão não deve exceder a 0,2mmol/kg/hora.3
    Incompatibilidade de misturas intravenosas
    Não administrar na mesma bolsa ou mesma linha (em Y), solução de fosfato de potássio com solução de sais de cálcio, sob risco de formação de precipitado.10
    Estabilidade / Conservação

    ​Após a diluição, a solução deve ser utilizada em 12h.1

    Cuidados Específicos e Monitoramento
    Situações que exigem atenção especial​
    Pacientes com hipercalemia, insuficiência renal, doenças cardíacas, alcalose ou acidose metabólica e pacientes digitalizados.3
    Reações adversas
    Hipocalcemia tetânica, hipotensão, edema, insuficiência renal aguda, hiperfosfatemia, náusea, vômito, dor estomacal e diarreia. A hiperfosfatemia pode ocorrer quando altas doses de fosfato são dadas, especialmente em doentes com insuficiência renal. Os sintomas associados com hiperfosfatemia incluem fraqueza muscular, parestesia, cãimbras musculares, convulsões, cardiomiopatia, insuficiência respiratória e anormalidades hematológicas. A hiperfosfatemia pode levar a hipocalcemia, que pode ser grave, e à calcificação ectópica. Sintomas pouco frequentes: Hipercalemia levando a confusão, cansaço ou fraqueza, batimentos cardíacos irregulares ou lentos, ansiedade inexplicável, falta de ar ou respiração incômoda.1
    Toxicologia
    As manifestações mais graves da hipercalemia/hiperfosfatemia são: Náusea/vômito, dor abdominal, diarreia, alteração do estado mental, fraqueza, desidratação, hipernatremia e hipotensão. Altas concentrações plasmáticas de potássio podem ser fatais, devido a depressão cardíaca e arritmias.3,10

    Manejo: Em caso de superdosagem, descontinue a infusão contendo fosfato de potássio imediatamente e institua terapia corretiva para restaurar a depressão sérica de cálcio e para reduzir o elevado nível sérico de potássio, monitorando função cardíaca, respiratória e estado mental do paciente, bem como nível sérico dos eletrólitos (magnésio, cálcio, fosfato) - se houver insuficiência respiratória ele pode precisar de ventilação mecânica. Nas alterações eletrolíticas sintomáticas deve ser considerada a hemodiálise.3,10

    Medicamento Sintomático Recomendado
    Potencial Emetogênico
    Contraindicação

    ​Hipoparatireoidismo, hiperfosfatemia, hipercalemia, doenças cardíacas, doença de Addison, desidratação aguda, queimaduras severas, miotonia congênita e urolitíase, hipocalemia tetânica, insuficiência renal severa (menos de 30% da função renal normal), infecções do trato urinário causada por organismos desdobradores de ureia, fibrilação ventricular, hiperadrenalismo associado à síndrome adrenogenital, cãimbras severas, sensibilidade aumentada ao potássio como em adinamia (debilidade geral) hereditária ou paramiotonia congênita.1,2,3

    Uso Durante a Gestação

    ​Categoria C: Não há dados suficientes para avaliar a segurança do medicamento durante a gravidez. O medicamento deve ser administrado apenas se o benefício potencial justificar o risco.2,3

    Uso Durante a Lactação

    ​Não há restrições.3

    Atualizado em:
    02/09/2025 06:12